A movimentação de materiais pesados é uma das atividades mais críticas dentro da indústria e da construção civil. Saber como reduzir acidentes na elevação de cargas não é apenas uma questão de cumprir normas, mas de preservar vidas e garantir a continuidade das operações. Um simples descuido pode resultar em falhas catastróficas, prejuízos milionários e consequências irreversíveis para a equipe.
Neste artigo, exploraremos as principais estratégias, normas e comportamentos que transformam um ambiente de risco em uma operação segura e eficiente.
1. O Planejamento é a Base (Plano de Rigging)
Nenhuma carga deve sair do chão sem um planejamento prévio. O Plano de Rigging é o estudo detalhado que antecede a operação. Ele considera o peso da carga, o centro de gravidade, a capacidade do guindaste, as condições do solo e a ação do vento.
Para reduzir acidentes na elevação de cargas, o improviso deve ser eliminado. O planejamento define quais acessórios (eslingas, manilhas, cintas) são adequados para a geometria da peça, evitando o tombamento ou o desprendimento da carga.
2. Inspeção Rigorosa de Equipamentos e Acessórios
A falha de material é uma das causas mais comuns de acidentes. Equipamentos desgastados são bombas-relógio. Por isso, a inspeção deve ser dividida em dois momentos:
- Inspeção Periódica: Realizada por profissionais qualificados, com registros formais e testes de carga.
- Inspeção Pré-uso (Checklist Diário): O operador ou rigger deve verificar visualmente cintas, cabos de aço, ganchos e travas de segurança antes de cada turno.
Se uma cinta apresentar cortes ou um gancho estiver deformado, o descarte deve ser imediato. Não economize na substituição de itens de segurança.
3. Capacitação e Qualificação da Equipe
Equipamentos de ponta não evitam falhas humanas. Investir em treinamento contínuo é a maneira mais eficaz de reduzir acidentes na elevação de cargas. Todos os envolvidos, desde o operador do guindaste até o sinaleiro (Rigger), devem ser certificados e reciclados periodicamente.
A Importância do Rigger
O Rigger é o profissional responsável pela amarracão da carga e pela comunicação com o operador. Ele deve conhecer profundamente as tabelas de carga e os ângulos de içamento. Uma equipe bem treinada reconhece os riscos antes que eles se tornem acidentes.
4. Delimitação e Isolamento da Área (Zona de Risco)
Muitos acidentes envolvem trabalhadores que não estavam diretamente ligados à operação, mas transitavam pela área. O isolamento do raio de ação da lança e da carga é obrigatório.
Utilize cones, correntes e fitas zebradas. Ninguém deve permanecer sob a carga suspensa (ninguém deve permanecer sob a carga suspensa em nenhuma circunstância. Essa é uma regra básica e inegociável de segurança. A zona de risco deve ser claramente sinalizada e fiscalizada durante toda a operação.
5. Comunicação Clara e Padronizada
Falhas de comunicação estão entre as principais causas de acidentes graves. Para reduzir acidentes na elevação de cargas, é essencial que todos falem a mesma “língua” operacional.
Defina previamente se a comunicação será feita por rádio ou por sinais manuais padronizados. Apenas uma pessoa deve dar comandos ao operador do equipamento, evitando ordens conflitantes. Antes de iniciar o içamento, realize um briefing rápido para alinhar sinais, procedimentos de emergência e sequência da operação.
Comunicação eficiente reduz paradas, elimina dúvidas e previne movimentos inesperados.
6. Respeito aos Limites de Carga e às Condições Ambientais
Exceder a capacidade nominal do equipamento é uma das práticas mais perigosas na elevação de cargas. Sempre consulte o gráfico de carga do guindaste considerando o raio real de operação, e não apenas o peso da carga.
Além disso, fatores externos não podem ser ignorados:
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Ventos fortes podem desestabilizar cargas volumosas
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Chuvas comprometem o solo e a aderência
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Baixa visibilidade aumenta o risco de colisões
Se as condições não forem seguras, a operação deve ser interrompida. Produtividade nunca deve se sobrepor à segurança.
7. Cultura de Segurança e Autoridade para Parar a Operação
A última — e talvez mais importante — prática é criar uma cultura onde qualquer colaborador tenha autoridade para parar a operação ao identificar um risco. Reduzir acidentes na elevação de cargas depende de comportamento, não apenas de regras.
Quando a equipe se sente segura para reportar falhas, equipamentos defeituosos ou condições inseguras, os acidentes deixam de ser surpresa e passam a ser prevenidos. Segurança não é responsabilidade de um setor, mas de todos.
Conclusão
Reduzir acidentes na elevação de cargas não é resultado de uma única ação, mas da soma de planejamento, capacitação, inspeção, comunicação e disciplina operacional. Cada uma das práticas apresentadas atua como uma camada de proteção contra falhas que podem custar vidas, equipamentos e a reputação da empresa.
Operações seguras são operações eficientes. Quando a segurança é tratada como prioridade absoluta, o trabalho flui, os prazos são cumpridos e os riscos são controlados. Investir em boas práticas de elevação de cargas não é um custo — é um compromisso com a vida, com a produtividade e com a sustentabilidade do negócio.
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